Avaliação das Faculdades de Medicina do RN no Enamed
Nesta segunda-feira (19), o Ministério da Educação (MEC) apresentou os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Este exame visa medir a qualidade dos cursos de Medicina em todo o Brasil, revelando um cenário preocupante: 107 dos 351 cursos avaliados receberam notas consideradas insatisfatórias, ou seja, notas 1 e 2. Essa situação levanta um alerta sobre possíveis sanções que podem ser aplicadas a essas instituições. No estado do Rio Grande do Norte, o desempenho das faculdades variou bastante, com as universidades públicas se destacando positivamente.
No que diz respeito ao desempenho das faculdades de Medicina do RN, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi a que obteve a melhor avaliação, atingindo o conceito máximo (nota 5) tanto no campus de Natal quanto no de Caicó. Já a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), localizada em Mossoró, e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), também em Mossoró, tiveram um desempenho respeitável, alcançando nota 4, o que é considerado bom. A Universidade Potiguar (UnP), situada em Natal, também conquistou nota 4.
Por outro lado, a Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró (Facene/RN) teve o desempenho mais baixo do estado, recebendo conceito 2. As instituições com notas tão baixas podem enfrentar punições severas por parte do MEC, incluindo a redução de vagas e até a suspensão de acesso a programas federais, como o Fies.
No panorama nacional, dos 351 cursos avaliados, 24 obtiveram conceito 1 e 83, conceito 2. Outros 80 cursos atingiram nota 3, enquanto 114 conseguiram conceito 4 e 49 chegaram à nota máxima, 5. O MEC informou que, embora 107 cursos tenham recebido notas baixas, apenas 99 serão efetivamente penalizados, uma vez que instituições estaduais e municipais não estão sob a gestão direta do ministério.
As sanções podem variar conforme o desempenho de cada curso. Existem aqueles que já estão proibidos de receber novos alunos, outros que deverão reduzir o número de vagas e alguns que estarão impedidos de expandir suas turmas. O ministro da Educação, Camilo Santana, esclareceu que as universidades poderão apresentar defesa, ressaltando que a finalidade do Enamed é garantir a qualidade da formação dos profissionais da saúde, além de assegurar a segurança da população atendida por eles.
