Mudanças nas Alíquotas do ICMS
A partir desta quinta-feira (1), os consumidores do Rio Grande do Norte enfrentam um aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha (GLP), devido à nova atualização das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Essa alteração foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e impacta diretamente o bolso dos potiguares.
Com as mudanças, o ICMS sobre a gasolina passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro. O diesel e o biodiesel também sofreram um ajuste, com o imposto aumentando de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro. O gás de cozinha, por sua vez, teve um aumento de aproximadamente R$ 0,08 por quilo, totalizando cerca de R$ 1,05 a mais no botijão de 13 quilos.
Essas mudanças nas alíquotas refletem os preços praticados no varejo de combustíveis e do GLP no ano anterior ao exercício de referência, com base nos valores médios pagos pelo consumidor final. A atualização anual considera os preços médios mensais dos combustíveis, que foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), abrangendo o período de fevereiro a agosto de 2025 em comparação ao mesmo intervalo de 2024. Essa metodologia técnica tem sido aplicada desde a implementação da lei pelo Confaz em 2022.
O aumento do ICMS, portanto, não é apenas uma questão de ajuste fiscal, mas reflete um cenário econômico que promete afetar o orçamento das famílias no estado. Especialistas alertam que, com o crescimento dos preços dos combustíveis, é provável que outros setores também sintam os efeitos em cadeia, levando a uma inflação que pode impactar ainda mais o dia a dia dos cidadãos potiguares. O aumento no preço do gás de cozinha, por exemplo, pode encarecer a conta na hora de cozinhar, afetando diretamente a rotina das famílias que dependem desse insumo.
Enquanto isso, os consumidores do estado devem se preparar para essa nova realidade, que pode exigir um planejamento financeiro mais cuidadoso. Muitos deles, que já lidam com elevados custos de vida, terão que reavaliar seus hábitos de consumo. A expectativa é que, com o tempo, os impactos desse aumento se tornem mais evidentes, trazendo à tona discussões sobre a necessidade de alternativas que possam amenizar os efeitos da alta dos combustíveis e do gás de cozinha.
