Cadu Xavier comenta operação da PF e destaca a importância da honestidade na gestão pública
O pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Cadu Xavier, utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre os desdobramentos da Operação Mederi, realizada na terça-feira, 27, com o intuito de investigar um suposto esquema de desvio de recursos da saúde em seis municípios do Rio Grande do Norte. Na publicação feita em seu Instagram, Cadu destacou que fraudar contratos na área da saúde é um ato “desumano”.
Coordenada pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), a Operação Mederi cumpriu um total de 35 mandados de busca e apreensão. Um dos focos da operação foi o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), que também é pré-candidato ao Governo do Estado e pode ser um adversário direto de Cadu nas eleições que se aproximam. Durante a ação, os investigadores apreenderam um celular, um notebook e dois discos rígidos na residência do prefeito.
No post que gerou repercussão nas redes, Cadu Xavier pediu que os envolvidos na investigação apresentem esclarecimentos e destacou que sua atuação como secretário de Fazenda do Governo do Estado sempre se pautou em princípios como “compromisso, zelo e, acima de tudo, honestidade”.
“A megaoperação da Polícia Federal contra o desvio de recursos no RN na casa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, merece a atenção de todos. Gerir recursos públicos é uma tarefa séria que exige comprometimento, zelo e, principalmente, honestidade. Sinto orgulho de ter administrado as finanças do Estado nos últimos sete anos, sob a liderança da professora Fátima, sempre pautado por esses princípios. Que o prefeito e os demais investigados possam ter a oportunidade de apresentar suas defesas e prestar os esclarecimentos necessários. Fraudar contratos na saúde é não só um crime, mas uma ação totalmente desumana”, publicou Cadu Xavier.
Operação Mederi busca desarticular esquema de corrupção na saúde pública
A Operação Mederi, deflagrada pela PF e pela CGU, visa desmantelar um suposto esquema criminoso que envolvia desvios de recursos públicos e fraudes em processos licitatórios. Os agentes foram às ruas cumprir os 35 mandados de busca e apreensão em diversos municípios potiguares, além da implementação de medidas cautelares e patrimoniais definidas durante a investigação.
Conforme o último balanço divulgado pela PF às 18h, os resultados da operação foram significativos. Ao todo, foram apreendidos 33 celulares, 34 dispositivos eletrônicos, quatro veículos, 117 documentos e uma quantia em dinheiro que chega a R$ 251 mil.
Notavelmente, parte do dinheiro apreendido estava escondido em uma caixa de isopor na residência de Oseas Monthalggan Fernandes Costa, um dos sócios da empresa Dismed. Este indivíduo foi gravado pela PF em conversas que sugeriam a distribuição de propina para o prefeito Allyson Bezerra.
Além de Mossoró, os desvios teriam ocorrido em mais cinco municípios do estado: José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. A operação também se estendeu à Natal e Upanema, onde mandados foram efetivamente cumpridos.
De acordo com a PF, a operação é fundamentada em auditorias realizadas pela CGU, que encontraram falhas significativas na execução contratual. Os documentos do órgão indicam indícios de compras de materiais que, de fato, nunca foram entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreços nos contratos que foram analisados. A Operação Mederi, portanto, não só busca responsabilizar os envolvidos, mas também reafirma a importância da transparência e da ética na gestão dos recursos públicos.
