Inovação no Ensino com Inteligência Artificial
A partir de 2026, as escolas estaduais de São Paulo implementarão uma nova ferramenta de inteligência artificial, conforme anunciou o governo do estado. O projeto, que já começou a ser estruturado desde 2025, tem como objetivo modernizar a forma como os alunos realizam e submetem seus deveres de casa. A iniciativa ganhou destaque após a divulgação de que a plataforma TarefaSP, utilizada pelos estudantes para auxiliar nos trabalhos escolares, já contabiliza cerca de 95 milhões de questões resolvidas somente neste ano letivo.
Essa plataforma, que segue o Currículo Paulista, foi projetada para que os alunos possam acessar questões relacionadas às aulas que acabaram de assistir. Cada conjunto de perguntas é liberado após o término das aulas sobre o assunto específico, garantindo que o aprendizado seja revisado de maneira contínua e sistemática. Com a chegada da nova inteligência artificial, a expectativa é que ela se torne responsável pela correção das questões discursivas que não são atribuídas notas, oferecendo um feedback imediato e auxiliar os educadores no processo de aprendizagem.
Educadores destacam que a tecnologia pode trazer melhorias significativas na forma como os alunos lidam com as tarefas de casa. Segundo um professor da rede, que prefere não ser identificado, essa inovação permitirá um acompanhamento mais próximo do desempenho dos alunos. “A ideia é que os estudantes não apenas façam as lições, mas também entendam onde estão errando e como podem melhorar suas respostas”, comenta.
Além de facilitar a correção, a nova ferramenta objetiva personalizar a experiência de aprendizado, adaptando as questões de acordo com as necessidades e o ritmo de cada aluno. Dessa forma, espera-se que a inteligência artificial contribua para um ensino mais individualizado e eficaz, refletindo as diretrizes modernas da educação que priorizam o aprendizado ativo e colaborativo.
Embora a proposta tenha gerado entusiasmo entre educadores e alunos, também surgem preocupações e críticas. Algumas vozes ressaltam que a dependência excessiva de tecnologia pode prejudicar o desenvolvimento da autonomia dos estudantes. Um especialista em educação, que pediu anonimato, alertou para o risco de que, ao confiar demais em ferramentas digitais, os alunos possam perder habilidades fundamentais de aprendizado e resolução de problemas.
As discussões sobre o uso de inteligência artificial no ambiente escolar ganham cada vez mais espaço, especialmente em um contexto global onde as tecnologias emergentes desempenham papel crucial na educação. O governo de São Paulo tem se mostrado aberto ao debate sobre a implementação dessas ferramentas, buscando um equilíbrio entre inovação e o desenvolvimento integral dos alunos.
Com a experiência acumulada ao longo dos anos, o estado espera não apenas melhorar os índices de aprendizado, mas também preparar as futuras gerações para um mercado de trabalho cada vez mais exigente e tecnológico. A adoção da inteligência artificial nas escolas estaduais é um passo em direção a um futuro mais conectado e inovador, refletindo as necessidades de uma sociedade em constante evolução.
