Eleição no Rio Grande do Sul define senadores com votação quase empatada
Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) conquistaram as duas cadeiras de senador pelo Rio Grande do Sul nas eleições realizadas no domingo (4). Com 87,04% das urnas apuradas, Sanderson obteve 3.069.361 votos, o equivalente a 30,05%, enquanto Van Hattem recebeu 3.066.279 votos, ou 30,02%. O pleito renovou 54 das 81 vagas no Senado, com cada eleitor podendo votar em dois candidatos distintos, já que foram eleitos dois senadores por estado e Distrito Federal.
Foco na recuperação fiscal e na atuação institucional do RS
Após a confirmação dos resultados, Sanderson destacou que uma das prioridades será enfrentar a questão fiscal do Rio Grande do Sul, especialmente o endividamento rural, além de restabelecer o protagonismo do estado na esfera federal. Marcel van Hattem enfatizou a campanha conjunta dos dois, afirmando que “quem é Marcel é Sanderson e quem é Sanderson é Marcel” e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), posicionando-se contra o que considera intolerável na corte.
Trajetória e experiência dos senadores eleitos
Sanderson iniciará seu primeiro mandato no Senado após ter sido eleito deputado federal em 2018 e reeleito em 2022. Nascido em Erechim, em 1969, foi oficial R2 do Exército Brasileiro e ingressou na Polícia Federal (PF) em 1996, onde atuou até a eleição para a Câmara. Também exerceu funções representativas, como presidente do Sindicato dos Policiais Federais do RS e conselheiro da Federação Nacional dos Policiais Federais. Na Câmara, presidiu a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado em 2023, além de ter sido vice-líder da Oposição ao governo Lula (PT) em 2025 e vice-líder do governo Jair Bolsonaro (PL).
Marcel van Hattem, que também assume seu primeiro mandato no Senado, iniciou a carreira política em 2004 como vereador em Dois Irmãos. Foi deputado estadual entre 2015 e 2018 e, em 2018, tornou-se o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com 349.855 votos, sendo reeleito em 2022. Liderou a bancada do Novo na Câmara e coordena a Comissão Externa que acompanha os danos causados pelas enchentes no RS. É formado em Relações Internacionais, com especializações em Direito, Economia e Democracia Constitucional pela UFRGS, além de mestrado em Ciência Política pela Universidade de Leiden e cursos em jornalismo e liderança política em instituições internacionais renomadas.
Campanha marcada pela estratégia conjunta e oposição ao governo federal
Durante a campanha, Sanderson e Van Hattem adotaram a estratégia de dobradinha, reforçando o slogan “Quem vota em Sanderson, vota em Van Hattem; e quem vota em Van Hattem, vota em Sanderson”. A tática refletiu-se na votação equilibrada entre os dois candidatos. Nos debates eleitorais, escolheram se apoiar mutuamente para criticar adversários e direcionar discursos contra o governo Lula (PT), consolidando a aliança entre PL e Novo no estado.
