Impacto Econômico do São João de Natal
O São João de Natal em 2026 movimentou R$ 210,5 milhões, representando um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior, que registrou R$ 188,6 milhões, segundo o Instituto Fecomércio (IFC-RN). A festa atraiu 945 mil pessoas durante o período de 5 a 28 de junho, com um gasto médio diário de R$ 222,70 por participante. Entre os moradores de Natal, a média foi de R$ 182,43, enquanto visitantes e turistas gastaram, em média, R$ 291,06 por dia. Cerca de 38% dos estabelecimentos comerciais faturaram até R$ 1 mil diariamente.
Perfil do Público e Participação
De acordo com a pesquisa, 94,9% dos entrevistados indicaram interesse em retornar ao evento em futuras edições. O público predominante é formado por moradores do Rio Grande do Norte, que representam 95,6%, sendo 62,9% naturais de Natal. A presença de turistas e visitantes cresceu 1,5 ponto percentual, alcançando 37,1%. Apesar de minoritários, esses visitantes foram responsáveis por quase metade da movimentação financeira, com R$ 102 milhões, enquanto os residentes contribuíram com R$ 108,4 milhões.
As mulheres representaram a maioria dos participantes, com 50,7%, e a idade média dos presentes foi de 34,6 anos. A maior parte dos participantes tem renda entre dois e cinco salários-mínimos (47,3%), seguida pelos que ganham até um salário-mínimo (31,4%). A renda média familiar ficou em 3,1 salários-mínimos, equivalendo a R$ 5.025.
Frequência e Permanência no Evento
Entre os participantes, 27% compareceram pela primeira vez. Entre os moradores, 71,1% já haviam participado de duas a cinco edições anteriores, enquanto 19,9% estavam na estreia. Entre visitantes e turistas, 39,1% participaram pela primeira vez. A média de permanência no São João de Natal foi de 3,2 dias, indicando que os participantes aproveitaram o evento por vários dias consecutivos.
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Perspectiva do Executivo e Empresarial
O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), enfatizou a relevância econômica da festa para a cidade. Ele destacou o aumento constante no número de participantes e na receita gerada, mesmo com desafios como chuvas e a coincidência com a Copa do Mundo. “O São João já é o maior evento junino entre as capitais brasileiras, fortalecendo a economia local a cada edição”, afirmou.
Do ponto de vista empresarial, 76,8% dos comerciantes relataram impactos positivos em seus negócios, um índice estável em relação a 2025. Apenas 6,3% apontaram impactos negativos, redução de 2,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O faturamento médio dos empreendedores alcançou R$ 4.269,87, o maior dos últimos três anos, representando um aumento de 14,8% em comparação a 2025.
Faturamento e Investimentos dos Negócios
Na faixa de faturamento diário, 38% dos negócios registraram receitas de até R$ 1 mil, 30% faturaram entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, e 23,2% ultrapassaram R$ 10 mil. O setor de Comércio demonstrou maior otimismo, com 81,1% dos empresários avaliando positivamente o evento, enquanto no setor de Serviços esse índice foi de 72,7%.
Quanto aos investimentos, 68,8% dos empreendedores aumentaram seus estoques para a festa, 34,4% contrataram funcionários temporários e 4% investiram em treinamento de equipes. Quase metade dos empresários (47,7%) aplicou até R$ 1 mil em investimentos para o São João. A média geral de investimento foi de R$ 7.592,72, destacando os setores de Comércio e Serviços, que investiram, respectivamente, R$ 8,1 mil e R$ 7,04 mil em média.
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Avaliação e Desafios para Próximas Edições
Aproximadamente 81,6% dos empresários avaliaram o movimento do São João como “muito bom” ou “bom”. Quase 70% dos comércios funcionaram entre quatro e oito dias durante o evento, com uma média diária de 179 clientes, semelhante ao registrado em 2025. Entre os pontos a serem aprimorados, 24,5% dos entrevistados indicaram necessidade de melhorias no trânsito e mobilidade urbana, 22,8% apontaram infraestrutura e estradas, e 19,5% destacaram a estrutura de estacionamentos.
Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio-RN, ressaltou a importância do levantamento para conscientizar sobre os benefícios econômicos do evento e a necessidade de planejar melhorias. “Investir em eventos como esse gera emprego e renda, trazendo retorno para a cidade”, afirmou.
Iracy Azevedo, secretária de Cultura de Natal e presidente da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), destacou o crescimento contínuo do São João, mesmo diante de desafios como as chuvas e a Copa do Mundo. Sanclair Solon, secretário de Turismo de Natal, lembrou que a divulgação fora do estado contribuiu para os bons resultados e espera que os números aumentem nos próximos anos.
