Projeção econômica para o Dia dos Namorados em Natal
O Dia dos Namorados deve gerar uma movimentação financeira entre R$ 90 milhões e R$ 110 milhões na economia de Natal neste ano, conforme estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal). Essa previsão foi construída a partir de uma pesquisa nacional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e indicadores econômicos locais analisados pela entidade.
A pesquisa indica que cerca de 330 mil consumidores da capital potiguar planejam realizar compras para celebrar a data. O tíquete médio estimado é de R$ 264 por pessoa, o que sinaliza um gasto significativo para o comércio local e setores relacionados.
Setores beneficiados e comportamento do consumidor
Além do comércio varejista, a expectativa é que segmentos como alimentação, turismo, entretenimento e serviços também sintam o impacto positivo da data, impulsionados pela busca por presentes e experiências comemorativas. O presidente da CDL Natal, José Lucena, destaca que o consumidor mantém o interesse em celebrar, mas com uma abordagem mais racional na pesquisa de preços, sem perder o apelo emocional da ocasião.
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“A expectativa é positiva. O consumidor continua valorizando os momentos de celebração e demonstra disposição para presentear. Observamos um comportamento mais racional na pesquisa de preços, mas sem perder o apelo emocional característico da data. Isso deve garantir uma movimentação importante para o comércio e para os serviços de Natal, com impacto positivo em diversos segmentos da economia local”, afirma Lucena.
Principais segmentos e mudanças nos hábitos de consumo
O levantamento aponta que a maior demanda estará concentrada em cinco segmentos principais: roupas, calçados e acessórios; perfumes e cosméticos; chocolates; joias e acessórios de moda; e experiências comemorativas, como jantares e passeios. Essas categorias lideram as escolhas dos consumidores que buscam presentear na data.
Além disso, a pesquisa identificou mudanças relevantes nos hábitos de compra. O uso do PIX como forma de pagamento cresceu, especialmente em compras à vista incentivadas por descontos. A comparação de preços também ganhou destaque, com os consumidores usando redes sociais para pesquisar produtos, acompanhar tendências e encontrar promoções.
Outro ponto importante é o avanço do consumo híbrido, em que os compradores alternam entre canais digitais e lojas físicas durante a jornada. Muitas vezes, a pesquisa ocorre online e a compra é concluída presencialmente, ou vice-versa, refletindo uma adaptação ao comportamento do consumidor moderno.
Por fim, o estudo revela uma preferência crescente por experiências compartilhadas em vez de presentes exclusivamente materiais. Essa tendência favorece setores como restaurantes, bares, hotéis e serviços de lazer, que se beneficiam da maior procura por jantares, passeios e outras comemorações coletivas.
