Detonação bem-sucedida na BR 304 em Mossoró
“A detonação foi um sucesso. Quebrou a rocha que deveria quebrar e jogou pouco material na pista, que rapidamente foi retirado e o trânsito liberado”, afirmou Rafael Nogueira, engenheiro da Construtora CLC, responsável pela duplicação da BR 304. O trecho em questão abrange 57 km, ligando Assu a Mossoró, no Rio Grande do Norte.
A explosão ocorreu no início da tarde e, antes disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em conjunto com os sinalizadores da CLC, garantiu a interrupção do tráfego nos dois sentidos da rodovia. Os moradores da área foram informados previamente sobre a detonação e orientados a manter distância do local.
Apesar de pequena, a explosão, segundo Nogueira, foi eficaz. Imediatamente após a detonação, ele ordenou a remoção dos detritos que ficaram na pista, permitindo que a PRF reabri o trânsito em ambos os sentidos.
O engenheiro também mencionou a possibilidade de realizar novas detonações para a remoção de rochas em áreas adjacentes. Ele enfatizou que, assim como aconteceu neste domingo, a comunicação prévia com a população e a PRF será uma prioridade para garantir a segurança de todos.
A obra de duplicação da BR 304 está sendo realizada em cinco etapas. A primeira delas, que é a atual, abrange o trecho entre Assu e Mossoró. A segunda etapa se estenderá do trevo com a BR 226, em Macaíba, até o município de Riachuelo-RN, enquanto a terceira parte se concentrará entre Mossoró e Aracati.
As etapas restantes englobam o trecho entre Riachuelo e Assu, visando concluir a duplicação de forma eficaz.
O investimento do Governo Federal, por meio do DNIT, para a duplicação do primeiro trecho é de R$ 367 milhões, com o custo total da obra previsto para ultrapassar R$ 3 bilhões. Para Jean Paul Prates, ex-senador que facilitou o destravamento da obra no âmbito federal, a rodovia é essencial para a segurança de quem transita por ela e também para o desenvolvimento econômico da região, sendo vital para o escoamento de produtos como sal, frutas e calcário.
A conclusão do primeiro trecho da duplicação está prevista para ocorrer em 36 meses. No entanto, Rafael Nogueira acredita que os trabalhos poderão ser finalizados antes do prazo estipulado, destacando a eficiência da equipe envolvida na obra.
