Compromisso com o Estado
Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo União Brasil, reafirmou sua posição de independência política durante uma entrevista ao programa Radar 95, da rádio 95 FM. Ele deixou claro que não se alinhará a nenhum candidato à Presidência da República e que seu foco é exclusivamente a gestão estadual. “Não vou pedir votos para nenhum candidato nem tentar induzir o eleitor”, afirmou. Para Bezerra, essa abordagem já é um padrão em sua trajetória política. “Em 2018, quando fui eleito deputado, também não me posicionei. E o mesmo ocorreu em 2020 e em 2022”, explicou.
O ex-prefeito destacou que seu compromisso é com a governabilidade, independentemente de quem ocupe a presidência. “Quando Jair Bolsonaro estava no poder, eu defendi os interesses do Estado. E o mesmo faço agora com Lula no comando”, disse. Ele citou como exemplo um convênio de R$ 40 milhões, assinado durante o governo Bolsonaro, cujos repasses começaram a ser efetivados no atual governo. “Vou trabalhar com quem estiver lá”, garantiu.
Críticas a Estratégias Eleitorais
Durante a entrevista, Bezerra criticou a estratégia de candidatos que tentam se vincular a figuras políticas de renome nacional para garantir votos. “Apoios nacionais não fazem a diferença quando a proposta local é fraca. Candidatos que dizem ‘não tenho propostas, mas meu candidato à presidência é fulano’ são limitados”, enfatizou. Ele lembrou sua experiência em Mossoró, onde conquistou 78% dos votos, insinuando que o apoio nacional não é tão relevante quanto a capacidade de apresentar propostas concretas.
Ele também trouxe à tona a situação em Parnamirim, onde, apesar do apoio de Bolsonaro, a candidata vitoriosa não era aquela apoiada pelo ex-presidente. “Os eleitores sabem separar o voto local do nacional. No fim das contas, o que importa é a consciência de cada um”, argumentou.
Despolitização e Resultados
Allyson Bezerra se distanciou de rótulos ideológicos, afirmando que não se considera um candidato de centro ou de extremos. “Isso é uma discussão rasa. O que vale são os resultados”, disse. Ele apresentou seu histórico em Mossoró como evidência de que governa para todos. “Na minha primeira eleição, consegui 6 mil votos de maioria; na reeleição, obtive mais de 100 mil de vantagem”, destacou.
Abordando a gestão na saúde, Bezerra criticou a ineficiência dos serviços, citando o Hospital Walfredo Gurgel, onde equipamentos demoram a ser consertados. Ele defendeu a modernização da máquina pública, propondo a utilização de tecnologia e análise de dados. “Implantei isso em Mossoró, onde a Secretaria da Fazenda passou a funcionar totalmente online”, explicou.
Desafios Fiscais e Propostas de Valorização
Sobre a situação fiscal do Estado, Allyson ressaltou que o problema não é a arrecadação, mas sim o controle dos gastos. “A receita do Rio Grande do Norte cresceu mais de 13% em 2025, mas temos uma classificação C no índice da Secretaria do Tesouro Nacional”, denunciou. Em contraste, citou a nota A que Mossoró obteve, demonstrando sua capacidade de gestão em nível municipal.
Allyson ainda falou sobre o déficit da previdência do Estado e comparou com sua experiência em Mossoró, onde conseguiu equilibrar as contas. “Herdei uma dívida de R$ 233 milhões e deixei R$ 226 milhões em caixa”, revelou. Para ele, a valorização dos servidores é fundamental, e ele já implementou planos de carreira em diversas categorias.
Críticas a Adversários e Papel da Imprensa
Em suas críticas, Bezerra não poupou adversários. Mencionou Cadu Xavier (PT) como corresponsável pela atual situação fiscal e Álvaro Dias (PL), que, segundo ele, inaugurou obras inacabadas. “Até hoje o hospital municipal não fez uma cirurgia”, disparou.
Por fim, o pré-candidato comentou sobre a democracia e a importância da imprensa em sua trajetória política. “Quem decide entrar na política precisa estar preparado para responder a todas as perguntas”, concluiu Allyson Bezerra, destacando seu compromisso com um governo transparente e voltado para os interesses do povo potiguar.
