Dados do Caged Revelam Queda no Emprego
No mês de fevereiro, a economia do Rio Grande do Norte enfrentou um duro golpe, com o encerramento de 2.221 vagas de emprego formal, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este saldo negativo é resultado da diferença entre as 19.084 contratações e as 21.305 demissões registradas no período. Este cenário preocupante representa o pior resultado para o mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 2020.
Além das demissões ocorridas em fevereiro, o estado também amargou a perda de 5.504 empregos no final de dezembro de 2025, o que agrava ainda mais a situação. Embora janeiro tivesse trazido uma leve recuperação, com a abertura de 1.281 novos postos de trabalho, essa alta não foi suficiente para compensar as perdas anteriores.
O setor agropecuário foi o que mais contribuiu para o fechamento de vagas em fevereiro, encerrando 2.152 postos. A indústria também mostrou-se negativa, com um saldo de 1.012 demissões a mais que contratações. A construção civil, por sua vez, teve uma redução de 92 vagas.
Ao mesmo tempo, setores que tradicionalmente geram muitos empregos, como comércio e serviços, apresentaram resultados positivos. As empresas do setor de serviços abriram 861 vagas, enquanto o comércio criou 175 novos postos. Mesmo assim, esses números não foram suficientes para mitigar os impactos das demissões nas áreas mais afetadas.
Contexto Nacional e Regional
Embora o Rio Grande do Norte tenha enfrentado dificuldades, o Brasil como um todo registrou a criação de 255,3 mil novos empregos formais em fevereiro. Contudo, este resultado também foi considerado o pior para o mês desde 2023. No Nordeste, o estado potiguar teve o segundo pior desempenho, superando apenas Alagoas, que fechou mais de 3 mil vagas de trabalho.
A capital do estado, Natal, viu a abertura de 550 novas vagas, principalmente impulsionadas pelo setor de serviços, responsável por 324 postos criados. Em contraste, a segunda maior cidade do estado, Mossoró, registrou um saldo negativo de 400 empregos, com a agropecuária sendo responsável por 600 das vagas fechadas.
Por outro lado, Parnamirim, a terceira maior cidade do RN e parte da região metropolitana de Natal, encerrou o mês com um saldo positivo de 291 novos empregos, especialmente nos setores de serviços e indústria.
Quando analisamos a situação em outros estados do Nordeste, os dados de fevereiro mostram que a Bahia registrou a abertura de 6.890 empregos, seguida pelo Ceará com 4.316. Sergipe e Maranhão também tiveram desempenhos positivos, enquanto a Paraíba apresentou um saldo negativo de 1.186, e o Rio Grande do Norte, com -2.221, ficou à frente apenas de Alagoas, que teve -3.023.
Reflexão e Expectativas Futuras
Esses dados revelam um quadro complexo do mercado de trabalho no Rio Grande do Norte, onde a dependência de setores como a agropecuária e a indústria se mostra arriscada em tempos de crise. Especialistas acreditam que, para a recuperação, é fundamental diversificar a economia e investir em setores que promovam a geração de empregos sustentáveis.
À medida que o estado busca reverter essa tendência de demissões, a necessidade de estratégias eficazes e políticas públicas que incentivem o crescimento e a estabilidade no mercado de trabalho se torna cada vez mais evidente. O futuro do emprego no RN depende de ações concretas que possam mitigar os impactos das flutuações econômicas.
