Ação Integrada do MPMS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Pombo Sem Asas, realizando uma série de mandados judiciais em diferentes localidades. A operação teve como foco as cidades de Itanhaém/SP, Martinópolis/SP, Mossoró/RN e Colniza/MT, resultando na prisão de uma investigada e na busca de outra, além de um mandado contra um faccionado que já estava detido por outro crime.
A investigação que culminou nessa operação começou em 2022, quando um ex-policial militar foi preso por facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares no presídio de segurança máxima de Campo Grande, recebendo propina em troca. O cerne da apuração focou na atuação dos civis que corromperam o policial, revelando sua ligação com uma facção criminosa e outros núcleos envolvidos no tráfico fora das unidades prisionais.
Entradas Ilícitas e o Uso de Drones
Durante as diligências, foi constatado que os ilícitos estavam sendo introduzidos no sistema prisional por meio de arremessos manuais e o uso de drones, popularmente conhecidos como “pombos”. Esses dispositivos transportavam não apenas drogas, mas também celulares, o que facilitava a comunicação e organização dos detentos. Conversas interceptadas pela polícia mostraram que essa prática era uma rotina, com maior intensidade durante a semana, e uma leve desaceleração nos finais de semana.
A operação resultou no cumprimento de 25 mandados de prisão preventiva. Até o momento, seis dos investigados permanecem foragidos. Durante as ações, foi registrado um flagrante com uma quantidade mínima de cocaína, além de balanças de precisão e diversos acessórios de telefonia que, segundo as autoridades, seriam destinados aos presídios. Ao todo, 20 aparelhos celulares foram apreendidos na posse dos investigados.
Impacto Financeiro das Ações Criminosas
Ainda não há uma estimativa concreta do total de recursos movimentados por essas atividades ilícitas. No entanto, a investigação revelou que os suspeitos chegaram a transferir cerca de R$ 120 mil apenas ao mencionado policial, sem contar possíveis pagamentos em dinheiro em espécie. Esse valor, segundo as autoridades, é apenas uma fração do que poderia estar em circulação no esquema criminoso.
A Operação Pombo Sem Asas evidencia a eficácia do MPMS e do Gaeco no combate ao crime organizado, destacando a importância de ações integradas para desmantelar redes de tráfico e corrupção em sistemas prisionais. Com investigações contínuas, as autoridades buscam não apenas prender os responsáveis, mas também prevenir novas entradas de ilícitos nas instituições prisionais.
