A Força da Liderança Feminina
Nos dias atuais, ao discutir empreendedorismo, é essencial abordar a diversidade nas lideranças. Neste contexto, a crescente presença das mulheres em diferentes esferas sociais e empresariais se torna cada vez mais significativa. Embora ainda sejamos minoria em cargos de alta gestão, cada avanço deve ser celebrado não pela ausência histórica, mas pelo orgulho que emana da trajetória que estamos construindo.
Como mulher e mãe de três filhos, originária de Mossoró e atuando na educação no Rio Grande do Norte, vivenciei, na prática, os desafios de traçar uma carreira em ambientes tradicionalmente dominados por homens. Em várias ocasiões, foi necessário persistir e acreditar, não para competir com os homens, mas para somar forças. Defendo uma liderança que não se baseia na oposição, mas na complementaridade.
Diversidade: Valor Fundamental nas Instituições
A diversidade se configura como um valor imprescindível para qualquer instituição que busca relevância e sustentabilidade. Equipes formadas por homens e mulheres, com histórias e formações distintas, acabam por tomar decisões mais equilibradas, inovar de maneira mais consistente e criar soluções mais abrangentes para a sociedade. Ao ampliarmos as vozes, multiplicamos as possibilidades.
No Rio Grande do Norte, inúmeras mulheres exercem liderança em negócios, famílias e comunidades, muitas vezes de maneira silenciosa. Elas empreendem por necessidade, vocação ou oportunidade. Apesar dos desafios concretos que enfrentam, como a dificuldade de acesso ao crédito, a falta de redes de apoio e a sobrecarga de responsabilidades, essas mulheres transformam realidades com criatividade e visão estratégica. Reconhecer essa força é reconhecer o potencial coletivo do nosso estado.
Orgulho de Representar a Mudança
Assumir a Reitoria da Universidade Potiguar, que celebra 45 anos de história, é um motivo de grande orgulho para mim. Não apenas pela trajetória de quase duas décadas que construí na instituição, mas por ser um marco simbólico: embora ainda haja menos mulheres em posições como essa, vemos uma crescente presença feminina, composta por profissionais preparadas e competentes.
Comemorar uma Reitoria formada por mulheres, especialmente no mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, é um passo importante. Contudo, mais relevante do que o simbolismo é o significado que isso traz: a maturidade das instituições que reconhecem que a liderança é uma questão de competência, ética e compromisso, não de gênero.
Formando Líderes para um Futuro Inclusivo
Na Universidade Potiguar, promovemos a formação de líderes que saibam dialogar com as diferenças. Isso implica a criação de ambientes acadêmicos que incentivam o protagonismo feminino e valorizam a pluralidade, o respeito e a construção conjunta. A intenção não é substituir espaços, mas ampliá-los.
Ao longo dos anos, tive a oportunidade de acompanhar estudantes que, ao ingressar na universidade, não se viam como líderes, mas que ao final da trajetória saíam preparadas para empreender, coordenar equipes e contribuir significativamente com suas comunidades. Cada trajetória individual ajuda a fortalecer o tecido social coletivo. E quanto mais diversificado for esse tecido, maior será a sua robustez.
Movimento de Transformação Coletiva
Neste Dia Internacional da Mulher, reafirmo meu orgulho em ocupar uma posição de liderança, não como uma exceção, mas como parte de um movimento de transformação maior. Um movimento que é inclusivo, que promove a integração e que não gera divisões.
O futuro do Rio Grande do Norte depende da nossa capacidade de trabalharmos juntos, respeitando as diferenças e valorizando as múltiplas competências. Ao ampliar a presença feminina na liderança, não estamos apenas criando novos centros de poder, mas tornando o todo mais completo. É essa visão de diversidade, colaboração e construção coletiva que deve norteá-los no desenvolvimento do nosso estado.
